Terapia Celular

As células-tronco podem ser definidas por duas propriedades fundamentais: a capacidade de autorrenovação e a de diferenciação em outras linhagens celulares. Além disso, podem ser derivadas de embriões ou de tecidos adultos. O tipo de Células-tronco Adultas utilizado nas terapias atuais são as Células-tronco Mesenquimais (CTM). As CTM apresentam um potencial de diferenciação menor se comparadas às Células-tronco Embrionárias, porém podem formar diversos tipos celulares e suas fontes são inúmeras, incluindo líquido amniótico, cordão umbilical, medula óssea e a mais utilizada: o tecido adiposo.

O uso de CTM na Medicina Veterinária cresceu consideravelmente nos últimos anos, tanto na pesquisa científica quanto na prática clínica. Sua importância se deve à sua capacidade de diferenciação em diversos tipos celulares, bem como sua atuação na reparação tecidual, secretando fatores de crescimento, modulando e suprimindo a inflamação e regenerando tecidos sem a rejeição das células pelo organismo.

Como consequência lógica, acreditava-se que as CTM administradas no organismo, iriam se diferenciar em células funcionais. Descobriu-se, porém, que as CTM cultivadas em laboratório pouco exercem essa função, concluindo que a base principal do seu efeito terapêutico é a secreção de fatores solúveis, quimiocinas e citocinas imunomoduladoras. Além disso, por meio da produção de substâncias, as células transplantadas no paciente induzem CTM residentes no próprio organismo a mediarem os efeitos imunomodulador e regenerativo.

Em cães e gatos, a terapia com CTM, tem seu foco em tratamentos ortopédicos e neurológicos (lesões medulares e de nervo periférico, cinomose, doença do disco intervertebral, etc.) mas tem tido bons resultados em diversas condições clínicas como hepatopatias, nefropatias, dermatopatias, doenças imunomediadas, intestinais e oftálmicas. Dependendo da enfermidade a ser tratada, as principais vias de administração das células são: intra-articular, intravenosa, intratecal/epidural e perineural. A aplicações são feitas por meio de injeções e é necessário, na maioria delas, a sedação ou anestesia do animal para que não sintam dor e para maior segurança na aplicação da técnica.

O uso clínico das CTM tem efeitos terapêuticos importantes, se tornando uma ferramenta benéfica e levando esperança a quem a utiliza como tratamento, principalmente, em enfermidades de difícil controle ou cura.

Estudos atuais têm demonstrado efeitos sinérgicos entre o transplante de CTM e a Acupuntura, nos quais animais tratados de forma simultânea por essas terapias obtiveram melhores resultados. Assim, tanto seus efeitos similares quanto o sinergismo na associação das duas terapias propõem uma promissora forma de tratamento.

 

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