Células-Tronco: Quais as perspectivas?!

Fonte da Imagem: http://www.lance-ufrj.org/ceacutelulas-tronco.html

O tema células-tronco tem estado presente não só no meio acadêmico, mas também nos meios de comunicação. Além de ser um tema intrigante, ele traz muitas perspectivas para os campos da medicina, medicina veterinária e biologia.

As células-tronco são células indiferenciadas, ou seja, células não especializadas, que podem ser definidas por possuírem duas propriedades: a auto-multiplicação e o potencial de diferenciação. A primeira trata da capacidade que as células-tronco têm de proliferar, gerando células idênticas à original (outras células-tronco). Já a segunda propriedade, o potencial de diferenciação, é a capacidade que as células-tronco têm de, em condições favoráveis, gerar células especializadas e de diferentes tecidos.

Células-tronco são células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos de células. Elas podem ser de tipos diferentes e podem originar outros tipos de células e promover o tratamento ou até mesmo a cura de diversas doenças.

Existem vários tipos de células-tronco, cada qual com uma habilidade específica. Uma das principais aplicações é produzir células e tecidos para terapias medicinais.

Como, infelizmente, o número de pessoas que necessitam de um transplante ou tratamento excede muito o número de órgãos disponíveis, as células pluripotentes podem oferecer a possibilidade de uma fonte de reposição de células e tecidos para tratar uma série de problemas, como:

O câncer, com a reconstrução dos tecidos; doenças do coração – reposição do tecido isquêmico e para o crescimento de novos vasos; osteoporose – por preencher o osso com células novas e fortes; doença de Parkinson – para reposição das células cerebrais produtoras de dopamina; diabetes – para infundir o pâncreas com novas células produtoras de insulina; cegueira – para repor as células da retina; danos na medula espinhal – para reposição das células neurais da medula espinal; doenças renais – para repor as células, tecidos ou mesmo o rim inteiro; doenças hepáticas – para repor as células hepáticas ou o fígado todo; doença de Alzheimer – reposição e cura das células cerebrais; distrofia muscular – para reposição de tecido muscular; osteoartrite – para ajudar o organismo a desenvolver nova cartilagem; doenças autoimunes – para reconstituir as células medulares e doença pulmonar – para o crescimento de um novo tecido pulmonar.

Atualmente os valores cobrados pelas terapias com essas células podem facilmente ultrapassar os 100.000 reais, nos EUA, com a coleta ou a busca por compatibilidade, o processamento e a terapia inclusas.

Num estudo brasileiro, pesquisadores da USP de Ribeirão Preto, observou resultado inédito no mundo. Num grupo de 23 pessoas, portadoras de diabetes tipo 1, houve sinais de recuperação da doença. O pâncreas desses pacientes voltou a funcionar normalmente, e eles deixaram de depender de injeções de insulina, quatro anos após o recebimento do transplante de suas próprias células-tronco. Os pesquisadores disseram que a terapia combate a falha imunológica que leva o sistema de defesa do organismo a atacar o pâncreas.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a permitir o uso deste tipo de células, desde maio de 2008, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou pesquisas desse tipo.

O Ministério da Saúde mantém a Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), que concedeu 430 mil reais para dois pesquisadores de renome mundial na área. Desde 2003, o ministério investiu R$ 532,75 milhões em 2.694 projetos científicos de universidades e instituições de pesquisa. O País também foi a quinta nação do mundo a produzir células-tronco pluripotentes induzidas (que podem se transformar em qualquer célula sem ser criada a partir de embriões).

Referências:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI472268-EI1434,00.html

http://www.brasil.gov.br/sobre/ciencia-e-tecnologia/tecnologia-de-ponta/pesquisas-com-celulas-tronco

http://www.lance-ufrj.org/ceacutelulas-tronco.html

http://genoma.ib.usp.br/

http://www.rntc.org.br/

 

 

 

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