A “ferramenta” eutanásia

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O que é a eutanásia?

De acordo com o dicionário de português: Eutanásia sf (gr euthanasía) 1 morte sem sofrimento; 2 Eliminação ou morte sem dor, dos doentes, em caso de moléstia incurável. Var: eutanasia. Antôn: cacotanásia.

Agora o que cada um pensa disso? O que é a eutanásia para você?!

Caso seja uma forma de não sofrer com os sinais da velhice de seu animal de estimação acho que vale a pena rever o que você pensa sobre a vida.

Quão importante é uma vida e quão preparados estamos para decidir sobre ela?

O uso da eutanásia atualmente tem tomado proporções preocupantes e aqui cabem alguns comentários para pensarmos e fazermos pensar.

Creio que a indicação da eutanásia deve vir sempre do médico veterinário encarregado do caso, pois se houver qualquer probabilidade de cura ou alternativa de tratamento este será o profissional mais habilitado a dizê-lo. Não cabe ao proprietário do animal pedir a eutanásia, e muito menos levar o animal para um veterinário “novo” fazê-lo, já que o antigo não quis realizá-la por não achar indicado.

A frase “trouxe ele para que façam a eutanásia” não deve existir. Isso quem tem de decidir é o médico veterinário e MUITO bem embasado em exames complementares e argumentos para tal.

O proprietário pode sugerir esta saída, mas quem sabe se há ou não indicação é o Médico Veterinário responsável. Este profissional tem o dever de tentar até o último momento, o último suspiro.

Quando a eutanásia passa a ser apenas um meio de acabar com a dúvida de um caso, reduzir os problemas com um proprietário antipático, diminuir o tempo gasto com um paciente grave durante uma madrugada de plantão … está na hora de revermos nossas prioridades!

Quando ela passa a ser um meio de conseguir dormir, comer e trabalhar bem novamente pergunte-se antes se não há outra saída. – Internação? -Turnos de cuidados com outras pessoas? -Medicações que aliviem os sintomas?

Por falar em medicações … Quando chegar a hora o ideal é pararmos de tentar salvar um ou outro órgão (evitando dar medicações “fortes” para o rim ou o fígado, por exemplo) e pensarmos em dar qualidade de vida. Enquanto houver apetite, sede, xixi e coco normais, há vida. A qualidade nós podemos ficar responsáveis por oferecer!

Como eu sempre digo aos meus clientes em meu consultório de Acupuntura Veterinária (cuja média de idade dos pacientes é um tanto alta): “É importante que eles vivam menos que nós, pois quem ficaria cuidando deles se nós fossemos primeiro?”. Vamos aprender com eles, aprender o que é a vida e qual o valor e a importância dela.

Diga sim à busca da qualidade de vida e não à banalização da eutanásia!

 

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